segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Sobre o ano novo... de novo!



Agora sim, seguindo a tradição, falaremos do ano novo.

Na verdade eu só estou passando pra desejar a todos os leitores (amigos e inimigos) desse blog um feliz ano novo.

Tá todo mundo ai falando das metas alcançadas em 2012 e as que estão sendo planejadas para 2013, mas aqui num vai rolar isso não.

Não faço metas de final de ano, não começo regime na segunda e não pago 6 meses de academia adiantado.

Mas pra quem faz, desejo sucesso.

E eu vou aproveitar para ir ali comer um peru, já que só tem nessa época do ano mesmo.

Bjão e até o ano que vem!!!


Sobre mais uma festinha na casa da Renata




Eu tava aqui tentando escrever sobre o ano novo e não consegui. Dai descobri porque... é que sempre depois do natal (do qual eu nem me lembrei de escrever esse ano) e antes do ano novo tem um acontecimento: O aniversário da Renata. Que todo ano insiste em fazer anos antes de mim (pela graça de Deus).

E nesse ano não foi diferente. Falei que ia lá na casa dela comer maionese. Ela falou que não ia fazer, que maionese era só no MEU aniversário (hunfff... tudo bem, vou assim mesmo).

E como todos os outros anos as pessoas loucas estavam lá. Pessoas que eu acabo vendo só uma vez por ano (no aniversário da Renata), mas que eu gosto muito.

Só que como nada pode ser perfeito, lá estava a menina chata que tava na mesma ocasião no ano passado. E ela é tosca, tem cara daquelas negas que se acham a rainha da cocada preta. Quando ela entrou eu lembrei que rolou uma leve aspereza entre a gente no ano anterior. Tentei deixar pra lá (educada que sou). Mas ela não conseguiu (mal educada que é).

Hora do bolo, fotos pra lá e pra cá. E cada um com a sua máquina fotográfica tirando foto do que bem entendia. Eu com a MINHA MÁQUINA, tirei fotos da Renata e das pessoas agradáveis. E num é que a chata reclamou? Falou que eu exclui ela, em tom de brincadeira que todo mundo sabia que não era. Na hora fiquei olhando pra cara dela pensando em que resposta dar... porque ela é aquele tipo de gente que fala gritando pra não te dar a oportunidade de responder. Falei que não tinha feito aquilo, MAS EU FIZZZ MESMO!!!!

Não contente, ela arrumou uma máquina fotográfica e pediu pra eu bater a foto. Eu respondi: NÃO!!! Também em super tom de brincadeira... Mas dai, diante de um pedido da Renata, aniversariante e dona da casa, eu fui lá e me fiz de pessoa superior que leva tudo na brincadeira e bati a foto. Tomara que a máquina queime!

Depois ela foi embora, veio dar um abraço e falou "desculpa a brincadeira"... Não respondi. Não desculpei. E quero que ela morra atropelada por um trem. Enfim ficaram só as pessoas legais e a gente saiu da casa da Rê quase duas da manhã, e ai sim, foi legal.

Falei pra Renata escalonar a festa no ano que vem, mas pensando bem... acho que quero encontrar a "colega" de novo. Mas no ano que vem eu vou armada (com uma bomba pra estourar a cabeça dela).

Odeio gente tosca que se acha necessária!!! VIU "CAROL"!!! SUA VACA!!!


sábado, 29 de dezembro de 2012

Sobre a noite com as meninas da internet

Como todo mundo pôde perceber, o mundo não acabou. Chamemos o PROCON por propaganda enganosa. Processemos os Maias. É tudo culpa deles.
E como o mundo não acabou, e cada um de nós teve uma nova chance de ser uma pessoa melhor nessa vida (mesmo aqueles para quem eu desejei muito o mal), resolvi mudar a cara o blog.
Agora, por trás das cortinas vermelhas, está mais bonitinho. Ousei me aventurar e personalizá-lo conforme a minha vontade (o que já é um grande passo porque eu sou péssima com esse blogspot... A Amada de Murphy que o diga, porque até ela eu já andei incomodando com perguntas estúpidas sobre o gerenciamento do mesmo).

Mas passei aqui só pra contar que passei a noite conversando com algumas mulheres insanas. E foi muito legal porque eu também não sou lá muito certa das idéias.

As vezes até eu mesma queria saber porque a gente fala tanto. Teve uma hora que eu tive que pular a conversa porque não conseguia ler tudo o que elas escreviam. Acho até que estou precisando ficar mais tempo na internet pra ficar mais ágil. Somente as (saudosas) aulas de datilografia não estão dando conta.

E tudo começou porque eu fui falar pra amiga que ia ver se conseguia recuperar uns pôneis de brinquedo que, há vinte longos anos, eu dei pra um menininho. Dai me acharam malvada (essa criatura) porque acharam que eu ia roubar a criança. Mas a criança hoje está com 22 anos e acho que não iria se importar em devolver (se ainda existirem).

Dai começou uma conversa louca com mais duas meninas, uma que foi embora e eu acabei não perguntando se ela tinha um blog, e a outra que eu não sabia quem era. A conversa acabou mais de meia noite (horário de Brasília)e só então que eu fui saber que passei a noite conversando com uma blogueira que eu sigo (mundo sinistro esse da internet).

Uma mora lá pros lados do Oriente Médio (que eu juro que não sei onde fica), outra mora numa cidade chamada Mol (6x10^23.. muito longe..hehehe... piadinha nerd total), outra mora no Rio e a outra não sei onde mora.. mas sei que tem parentesco mineiro.

Uma que queria casar, outra que não queria mas casou duas vezes, outra que queria colocar Veet no shampoo do marido porque ele tinha feito alguma coisa com ela e ela queria deixar ele careca e outra que é física nuclear (essa nem precisa fazer nada porque por si só já é estranha o suficiente pra eu gostar).

Muita mulher falando é uma loucura até mesmo para outra mulher, que se tirar o olho por um segundo da conversa não consegue acompanhar mais nada. Mas é muito bom. É terapia em grupo (e praticamente de graça... só o preço da internet e da energia do note mesmo).

Sei que agora eu to com sono e não consegui terminar o trabalho que estava fazendo. Mas vou dormir contente porque dei risada pra caramba. E tudo isso por causa da Garrafinha, que me apresentou uma delas, e que agora já são quatro.



Meninas, boa noite e obrigada pela companhia noturna.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Falou ai, valeu pessoal!!!




Bom, todos os blogs do mundo devem estar falando sobre o fim do mundo.

E aqui não vai ser diferente!

To passando pra desejar uma super boa morte pra todo mundo! Que seja rápida e indolor para os que eu gosto, que que seja demorada e atordoante para os que eu não gosto. Para os que eu odeio, desejo do fundo do meu coração rancoroso que sofram e que se lembrem de mim no momento do último suspiro e que saibam que estão sofrendo porque eu desejei.

É sou amarga!!!! Mas nem sempre....

Obrigada, Deus, pela vida que eu tive, porque eu consegui aproveitar bastante e fui 89,97% feliz (os outros 10,03% eu tava dormindo).

Obrigada aos amigos virtuais que sempre leram as besteiras que eu escrevi aqui.

Obrigada à minha mãe, que mesmo hoje tentando gastar meu salário todo, sempre me ajudou e cuidou de mim.

Obrigada ao meu "noivorido" que me trouxe pra morar na praia e me deixou fazer inveja pra um monte de gente que pega trânsito todos os dias pra ir trabalhar.

Obrigada aos meus amigos reais, que mesmo distantes, continuam sendo meus amigos.

Obrigada à Unicamp que... essas coisas melhor levar junto com a morte.. deixa pra lá...

Bom, to me despedindo antes porque daqui a pouco eu to indo ali comer um super rodízio por conta da empresa e de tarde vou fazer minha última reunião com o chefe e depois disso eu já vou me considerar de férias, porque não quero chegar ao final do mundo com ares de pessoa cansada!

E já que eu vou explodir mesmo, que seja de barriga cheia e cara descansada!!!

Bjissimossssssssssssssss e até a outra vida!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sobre a barata no banheiro


Dai que na semana passada eu estava em uma das obras da construtora que eu trabalho, fazendo meus serviços de sempre e me bateu aquela vontade de fazer xixi.

E não que eu seja muito fresca, mas eu prefiro fazer xixi só em algumas obras. Em outras eu evito bastante. E essa era uma delas.

Porque eu já deixei de lado vários itens que me fariam não usar o banheiro de um lugar, e o principal deles é o material de que as paredes são feitas. Numa obra tudo é construído de madeira. E não é uma parede que a gente possa dizer “Nossa! Mas que paredona de madeira bonita e grossa que é essa!”. Não! Definitivamente, não! Mesmo! São umas paredes vagabundas de Madeirit, bem fininhas e que se você der um peido de um lado, a pessoa que está na terceira sala vai escutar. Isso que era o pior eu já nem ligo mais.
E é incrível como meu xixi sai barulhento quando eu estou num lugar assim. Mas até ai, dane-se. Quem não quiser escutar que saia da sala... ou da obra.

Dai que eu tava ali, apertada, e não teve outro jeito. Como não tinha ninguém na sala fiquei um pouco mais a vontade e fui encarar o banheiro.

Olhei se tinha papel: Check!

Olhei se tinha trancado a porta: Check!

Olhei se não tinha nenhum buraco na parede: Check!

Olhei se tinha água pra poder dar descarga: Check!

Calças para baixo, bunda no assento, xixi liberado... Vou pegar o papel... Quando olhei pra frente:

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Quase tive uma parada cardíaca. Uma baratona do tamanho do mundo, com nível de feiura 8,9 (Numa escala de 0 a 10. Sendo 0, para a menos aterrorizante, e 10 para o demônio), bem ali, na parede, em cima do lixo.

E você já reparou como barata é um bicho cretino? Porque ela fica ali, quietinha, só à espreita, esperando alguém estar numa situação totalmente indefesa (por exemplo, com as calças na mão) para se manifestar?

Num pensei nem meia vez e sai correndo (do jeito que deu), com as calças arriadas, lá pro outro lado do banheiro, pingando xixi pelas pernas. Minha sorte foi o banheiro ser comprido, se não eu ia sair correndo sem calça no meio da obra.

E ela estava bem ali, na minha frente!!!

Dai ela saiu correndo pra algum lugar e sumiu. E eu fiquei ali, num cantinho do banheiro (porém sem me encostar em nada), humilhada, amedrontada, chorosa, cheirando a xixi... enquanto ela, em algum lugar daqueles Madeirits, ria de mim e me olhava, sem eu perceber, com ar de superioridade.

Me sequei como deu, subi minhas calças e sai daquele banheiro para nunca mais voltar...

E hoje eu vou ter que voltar naquela obra, mas já fiz xixi duas vezes aqui na obra onde estou agora, porque da próxima vez que me der vontade de usar o banheiro lá, eu juro que faço nas calças! Já que eu vou ficar cheirando a xixi mesmo... que seja sem morrer do coração.

domingo, 25 de novembro de 2012

Sobre a conexão em BSB




Dai que eu arrumei uma viagem para as Gerais (Minas... pra quem não entendeu...) para fazer uma espionagem industrial. É, eu sou espiã! Basicamente uma versão feminina do 007 (sem a parte dos tiros, das corridas de carro, do glamour, dos confrontos corporais e dos bonitões – versão masculina das bonitonas do Sr. Bond... o noivo não ia lidar muito bem com essa última parte). Mas é só para manter meu emprego.

Como não tem a parte do glamour (acho que essa é a parte que mais me faz falta), eu tive que procurar a passagem mais barata, da empresa de aviação mais fuleira, com o horário mais escroto que pudesse existir. E assim o fiz. Passagem de Deus me Livre às Gerais: cento e trinta e cinco reais. Mais barato que isso só se eu fretasse um carroceiro pra me levar de jegue.

E é lógico que o roteiro tinha que ser o mais trágico possível: Conexão de 4 HORAS em BSB na volta pra casa.

Conexão é a coisa mais chata do mundo. Mais chato do que fila de banco. Mais chato do que andar na 25 (lá em SP) em véspera de natal. Mais chato do que levar sermão da mãe. Só não é mais chato do que o povo da minha pós (É, infelizmente eu tô na aula e num gosto de 98% das pessoas que estão aqui. Os outros 2% já eram meus amigos antes de fazer esse curso).

Dai lembrei da Garrafinha: Ela é das redondezas de BSB! Vou encontrar com ela!

Dai pensei: A gente, apesar de se dar bem por e-mail, não se conhece há muito tempo. E se eu falar que quero encontrar com ela e ela achar que eu sou uma sapata (não tenho nada contra quem é, mas eu não sou) e que tô dando em cima dela? E se eu falar que quero encontrar com ela e ela não quiser? Dai eu vou ficar com cara de tacho. E se eu falar que quero encontrar com ela e ela ficar constrangida de dizer que não quer me conhecer (porque ela é muito educada, diferente de mim)?

Dai lembrei do amigo que mora em BSB também : Vou falar que vou pra lá, quem sabe não encontro com ele no aeroporto.

Dai o amigo, que é muito “logístico”, junto com a esposa, organizaram um jantar no ap novo deles para me receber, com o tempo totalmente cronometrado, afinal, eram apenas 4 horas.

Fiquei super feliz com o convite, mas eu queria aproveitar para conhecer a Garrafinha. Nessas alturas vocês devem estar se perguntando por que eu, que vivo falando que não gosto de gente, encasquetei com a tal da Garrafinha. Será que foram os lindos olhos dela? Eu respondo: Não. É que quando eu falo que não gosto de gente, é de gente idiota que eu tô falando. Que é tipo uns 90% das pessoas que me rodeiam ultimamente. Então quando eu acho uma pessoa que vale a pena conviver eu realmente dou valor pra isso. É que nosso santo bateu, manja?

Dai que eu chamei. Dai que ela concordou. Dai que chegou o dia.

Sai das Gerais e cheguei em BSB às 18:00. Fui chegando perto da saída, curiosa pra ver o rótulo da Garrafinha (piadinha infame). Segunda pior coisa do mundo: Encontrar alguém que você não sabe quem é. Porque a gente já tinha se visto por foto (aliás, a gente gosta muito de tirar foto das coisas), mas pessoalmente é diferente. Ela num tava lá. Ela avisou que pegou transito e ia chegar atrasada.

Sentei e fiquei brincando de olhar as pessoas. E passou tanta gente, mas nenhuma com cara de Garrafinha. Depois de uns 15 minutos (acho que foi isso), passou uma menina comprida com ares de apressada, andando bem rápido. Achei que era ela mas fiquei com medo de sair correndo atrás da pessoa e ela achar que era um assalto. Porque lá em SP quando alguém vem chegando muito perto de mim eu trato logo de sair correndo porque provavelmente é um assalto. E eu não tava afim de ser presa ali no aeroporto de BSB por perseguir ninguém.

Fui andando como quem não quer nada na direção que ela foi, mas ela já tinha sumido. Ela realmente tava com pressa. E com aquelas pernonas então, ia rápido mesmo. Fiquei lá com cara de rolha, olhando ao redor e o celular toca. Era ela. Falei que tava perto da floricultura e de repente vem aquela menina comprida que passou correndo. Acertei!!! Era a garrafinha. Ela só não tinha me falado que era uma garrafa pet de 2 litros. Não porque ela seja gorda, mas ela é alta. E olha que eu geralmente sou a mais alta entre as pessoas com quem eu convivo. Foi bom ver a vida de um outro modo (de baixo).

E foi MUITO LEGAL conhecer a criaturinha (criaturona) com quem eu falo todos os dias no msn, que me conta suas aventuras nos ônibus que entram em combustão espontânea, para quem eu conto sobre os gastos que minhas Tchucas (cachorrinhas) me dão, com quem eu dou muita risada virtual, com quem eu falo coisas sérias, de quem ou roubo indicações de blogs para ler, quem escuta minhas reclamações quando eu estou put@ da vida com alguma coisa...

Ela é fofa e toda bonitona. Muito simpática e muito educada. Se eu fosse homem eu paqueraria ela. Mas eu não sou e não sou sapata, mesmo que vocês estejam achando isso agora. Meu noivo é prova viva disso!

Depois que demos meia dúzia de gritinhos super menininhas (Mas não se engane, nós somos brutas, quase ogras. Ogras de feias? Lógico que não! Seu idiota! Somos fofas e você provavelmente se apaixonaria por nós. E nós arrancaríamos sua cabeça. Somos ogras assim!), sentamos, conversamos e trocamos presentes (eu ganhei uma blusa super fofa e dei um pote de doce de leite – Lógico! Eu fui pras Gerais. Quem vai pras Gerais e não traz doce de leite merece a morte).

Presente da Garrafinha. Eu tava com cara de tonta por isso me decapitei.

Depois pegamos o “zebrinha 11”, que até então eu não sabia o que era e estava no “planejamento logístico” do amigo que eu iria visitar, e fomos até o metrô, onde nos despedimos.

Jantar na casa do amigo

E pela primeira vez na vida eu fiquei triste porque a conexão foi de apenas 4 horinhas. Num poderia ter sido de pelo menos umas 8?

Garrafinha, gostei muito de ter conhecido você fora do mundo de Matrix. Espero em breve voltar à BSB e dai teremos mais tempo para fofocar ao vivo.

Ah, dois dias depois saiu uma reportagem no Jornal Nacional dizendo que uma menina (de não sei onde) foi encontrar outra menina, que conheceu na internet, lá em Salvador e apareceu morta. Dai imagina o que a gente escutou das nossas mães né... =O

sábado, 17 de novembro de 2012

Protesto!!!



Eu to puta porque não consigo mais fazer as coisas que eu quero aqui no blog.
Num acho onde eu "des-sigo" outros blogs (e isso é o que mais me irrita).
Demoro um ano pra conseguir achar onde é que eu faço novas postagens se eu não estiver na página principal.
E o pior de tudo é que eu não tenho saco pra ficar procurando.
Por isso que nunca consegui jogar video game, porque quando eu começo a enroscar em uma fase eu tenho vontade de enfiar o controle tela da tv a dentro.
Se eu sou estúpida? Sou sim! Sou burra pra c@r@lh* e é por isso que eu não consigo fazer as coisas que quero aqui! E DAI? Se não vai ajudar, não vem atrapalhar também não!!! Já me basta o infeliz que redesenhou essa página.
Então POR FAVOR...... ALGUÉM ME AJUDA A ACHAR AS COISAS AQUI!!!!
Grrrrrrrrrr!!!!!!!!!!! que ódio!

É a vida! É bonita e é bonita...



Dai que hoje eu fui ver o filme "Gonzaga, de pai para filho".

Confesso que se não fosse o noivo eu não teria ido ver. Não que eu tenha alguma coisa contra ou que eu não goste dos Gonzagas... Mas era por pura ignorância da minha parte mesmo. Eu não sabia que conhecia o trabalho deles.

Dai você pensa ai do outro lado "nossa que pessoa mais sem cultura", e eu respondo daqui "pois é, fazer o quê?".

Eu nunca fui uma pessoa muito ligada em música. Das que eu gostava, eu lembrava o ritmo mas nunca sabia a letra e nem conhecia o cantor. Paciência, eu sempre preferi TV.

Dai que não sabia que Gonzaguinha tinha escrito uma das músicas que mais me faz sentir uma certa satisfação em viver (O que é, o que é?).

Porque tem gente nesse mundo que só faz achar que vida é uma merda porque não tem as coisas que quer, só que não corre atrás pra conseguir. Enquanto tem gente que luta e sai atropelando as dificuldades que aparecem simplesmente por acreditar em si próprias e na vontade/objetivo que as guiam (Nesse ponto quero fazer um link pra a Amada de Murphy, porque depois de conversarmos através de quilômetros de e-mails, tenho que dizer que felizmente conheci mais uma pessoa que merece minha admiração).

Eu atropelo fácil (entenda que é só uma expressão do tipo "ah, eu como fácil esse bolo ein!") o que tenta destruir meus sonhos e não aceito que reclame da vida quem não faz o mesmo. E no final das contas eu sou feliz com a minha vida, sou feliz com as minhas escolhas, com as minhas cabeçadas que me ensinaram a retroceder e tentar de novo, com os amigos e inimigos que fiz até agora, com as dificuldades e com as molezas com que a vida me presenteou. Porque o importante é ter escolha, ter opção, ter vontade própria, ter coragem, ter medo... Enfim, ter vida! É a vida, é bonita e é bonita...

Assistam o filme! Vale realmente a pena!

"Eu fico com a pureza da resposta das crianças... é a vida, é bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz... cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz!
Ah meu Deus, eu sei que a vida devia ser bem melhor, e será! Mas isso não impede que eu repita...
É BONITA! É BONITA E É BONITA!!!!"

Definitivamente eu vou dormir contente hoje!!!

Boa noite!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sobre Gente da Internet



Certamente que eu queria vir mais até aqui para escrever... mas eu não tenho mais tempo.
Saudade da época que eu podia ficar escrevendo e escrevendo e escrevendo... mas meu salário era muito pouco.
Agora ganho mais... só que tenho muito mais coisas para fazer.. enfim.. não podemos ter tudo.
E se ninguém pode ter tudo resolvi que meu chefe também não pode ter todo o meu tempo, por isso vou escrever agora.

Voltando ao assunto principal: Gente da Internet!

Eu nunca fui uma daquelas pessoas que só se relaciona pela internet porque é solitária, nerd e tem medo da vida real. Nunca sequer pensei em mim como uma pessoa que "conhece gente na internet". Mas eu conheço!

E a ficha caiu tem pouco tempo. Sou uma pessoa que conhece gente na internet! Eu assumo. E confesso que é interessante. Não que eu fique caçando gente pra ser amiga, isso não mesmo! Mas as coisas acontecem.

Meu primeiro ano de faculdade. Minha primeira amizade internética foi uma menina do RJ, a Janaina. Estava eu lá na Unicamp, matando serviço (na época eu tinha um negócio que se chamava bolsa trabalho: Trabalhava 3 horas por dia na biblioteca e ganhava alguma coisa perto de um salário mínimo por mês, mais almoço e janta grátis no bandejão. Mas só os pobres fudid#s na vida é que tinham o prazer de contar com essa bolsa trabalho.. mais tarde apelidada de "pochete trabalho" por um amigo meu, devido à quantia de dinheiro recebida.. ele também era bolsista) e entrei na sala de bate papo do UOL (todo mundo usava essas salas de bate papo) e como a internet era uma coisa nova pra mim eu achava aquilo o máximo. Eu tava na sala "exoterismo" esperando o namorado da época, que estava em sp, entrar na sala para conversarmos. E tinha mais uma criatura ali, então enquanto eu esperava resolvi conversar. E era uma menina louca que morava no Rio de Janeiro e tinha mais ou menos a mesma idade que eu. Nos identificamos ali com nossas loucuras e surtos e viramos amigas. Hoje amigas reais. Já fui pro rio algumas vezes encontrá-la e ela já foi em Campinas me visitar também.

Depois disso não parei mais. Dai entrava na sala de bate papo e falava "Alguém da Unicamp aqui?" e dai começava... falei com muita gente. Gente tosca, gente que era gente boa, gente perdida, gente procurando sexo, gente que não tinha o que conversar, gente que mentia... muita gente.

Meu segundo ano de faculdade. O segundo que conheci foi o Julio. Ele fazia Eng. Agrícola, ficamos um ano só conversando pela internet e só nos conhecemos por um acaso do destino: No meu segundo ano de faculdade a minha bolsa trabalho foi transferida da biblioteca para o laboratório de informática da Eng. Agrícola. E já tinha uns meses que não falava com o tal do Julio. Dai chegando lá me apresentaram as pessoas do lab e ao final o chefe falou: O Julio vai montar um email pra você e te mostrar a sala. Dai o Julio me fala: O seu email continua o..... e falou meu email. Arregalei os olhos e falei "Julio?????". E foi assim que meu segundo amigo virtual virou amigo real.

Terceiro ano de faculdade. De novo no bate papo da UOL. De novo "Alguém da unicamp aqui?". E eis que surge o Herbert. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que éramos vizinhos. Eu morava na moradia da Unicamp e ele também. Com diferença de duas casas. A partir dai começamos a nos tratar de vizinhos (tratamento que dura até hoje). Um dia estava entrando na moradia e vinha um menino de óculos descendo a rua de bicicleta, parou na minha frente e disse meu nome. Fiquei olhando pra ele e pensando "Meu Deus, o que foi que eu fiz na festa de ontem?"... É... porque eu tinha o péssimo costume de tomar uma ou duas cervejas a mais e as vezes minha memória me pregava peças. Dai lembrei do Vizinho. Falei "Vizinho?" ele sorriu. Ufa! Era só o vizinho! E ficamos amigos. E vizinhos. E o filhinho dele nasceu tem poucas semanas. Coisa mais fofa. Mas eu só vi pela internet (mais uma pessoa que eu conheci na internet).

Depois teve um cara mala que me chamou pra ir ao cinema. Eu topei (Tá! Eu sei! É assim que as pessoas morrem! Mas na época eu resolvi arriscar. Coisa de gente jovem... hoje eu sou velha). Assistimos o filme e voltamos pra casa e nada mais! Nem um beijinho, sem nada de nada. Só conversa mesmo! O cara era um chato e se achava o máximo. Depois, por email, me perguntou se eu não tinha ficado com vontade de transar com ele... fiquei olhando para o monitor pensando em inúmeras formas de dizer que ele era um retardado, mas como ele não ia entender resolvi só dizer "Não", dai ele falou "é porque isso não é normal, geralmente as mulheres querem"... Dai entendi que eu é que era anormal para os padrões dele mesmo. Eu tinha cérebro. Nunca mais o vi, nem falei, nem tive notícias e nem nada. Graças à Deus.

Depois conheci a Paloma. Menina legal. Fui até numa festa de aniversário dela. Mas depois fomos aos poucos nos afastando. Não sei porque, simplesmente a amizade foi ficando fraca. Até que um dia percebi que a gente tinha perdido o contato.

E houve outras pessoas... mas com o tempo a internet acabou virando só um meio de pesquisa. A internet deixou de ser novidade pra mim e minha paciência com gente tosca de salas de bate papo acabou.

E chegaram os orkuts, facebook, myspaces da vida. Mas por esses meios eu nunca conheci ninguém. Já conhecia gente louca o suficiente.

E na atualidade (já não tão atual assim) eu resolvi criar esse blog. De começo era só para contar das minhas loucuras, mas depois acabei conhecendo mais gente. E entre essas pessoas, conheci a Garrafinha! Mas dessa criaturinha eu vou falar no próximo post. Porque eu comecei esse para falar dela mas, como eu falo de mais, acabei fugindo do assunto.

E quem sabe quando é que eu consigo voltar aqui para escrever ein???

sábado, 29 de setembro de 2012

Sobre as coxinhas

Poxa vida, quanto tempo tem que eu não venho por aqui... Relendo a última postagem percebi que foi desde que comecei a fazer a tal MBA... com gente... que eu não gosto... mas disso eu já falei.

Nesse meio tempo muita coisa aconteceu e por muitas vezes eu pensei "preciso escrever sobre isso", mas dai vinha me chefe e me dava serviço, vinha minha mãe e me pedia pra resolver as coisas pra ela, vinha o final de semana e eu tinha aula, vinha o noivo e me levava pra praia (é, realmente eu preferia ficar em casa escrevendo do que ir à praia... aqui é muito feio...).



Mas enfim, aqui estou eu de novo. E dentre essas muitas histórias que aconteceram nesse tempo em que eu fiquei ausente do blog, a eleita para ser compartilhada com vocês foi sobre as coxinhas.
Dai que quando eu era pequena e as festinhas de aniversário (não necessariamente os meus) aconteciam, sempre tinha coxinha.
E lógico que tinham brigadeiros, cajuzinhos (que eu nunca entendi porque faziam, porque nunca ninguém comia), beijinhos, bala de coco, bolo... Mas eu gostava mesmo eram as coxinhas.
E era a minha mãe que fazia.
A massa era molinha, cremosa. Não eram essas coxinhas massentas e duras que o pessoal de buffet faz. Quando a gente mordia ela desmanchava na boca, o recheio de frango desfiado era salgadinho e molhado, suculento. Não era essa massa compacta de frango triturado.
E diferente da maioria das crianças, que atacavam os doces, eu gostava mesmo era da coxinha.
Dai que anos luz depois (mais especificamente final de semana passado) eu resolvi que queria comer as coxinhas da minha mãe.
Problema: Minha mãe está há 2.000 km daqui.
Solução: Eu faço!

Eu: Oi Mã! tudo bem ai?
Mãe: Tudo bem. E por ai?
Eu: Bem também. E as Tchucas?
Mãe: Tão deitadas aqui no sofá.
(Esse é o diálogo introdutório básico de todas as nossas ligações)
Eu: Como é a receita daquelas coxinhas que você fazia?
Mãe: Pra quê você quer?
Eu: Pra fazer, ué?
Mãe: Ah, compra que é mais fácil!
(Não se fazem mais mães como antigamente, que criam moçoilas prendadas...)
Eu: Não!!! Quero fazer! A massa é mais gostosa!
Mãe: Li, dá muito trabalho, compra que é melhor.
Eu: Mãe! Dá ai a receita!
Mãe: Bom... cozinha um peito de frango com água e caldo knorr, depois tira o frango, coloca na tigela, espera esfriar e desfia. Dai nessa água cê cozinha as batatas depois amassa elas e vai misturando a farinha até dar ponto.
Eu: Tá bom. Quando eu tiver fazendo qualquer coisa eu ligo pra você.
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Sábado: 22/09/12
10h - Ida ao mercado
11h - Início dos trabalhos na cozinha
(Ligação para minha mãe para saber qual é o tempero que se coloca na água para cozinhar o frango)
11h20min - Início do cozimento do peito de frango, retirada das cascas das batatas
(Ligação para minha mãe para saber qual é o tempo de cozimento do frango)
11h50min - Retirada do frango e início do cozimento das batatas
(Ligação para minha mãe para saber se precisava de mais tempero para cozinhar as batatas)
12h10min - Início do desfiamento do frango
(Ligação para minha mãe para saber se tinha que tirar a água do cozimento da batata ou se amassava tudo junto)
12h25min - Término do cozimento da batata (ajuda do noivo para amassar as batatas dentro da própria panela utilizando um Mix que ganhei da minha mãe há uns 6 meses e nunca tinha sido usado)
13h20min - Término do desfiamento do frango e início da execução do recheio
(Ligação para minha mãe para saber se o recheio teria que ser refogado)
13h40min - Término da execução do recheio
(Ligação para minha mãe para saber como adicionar a farinha na batata)
13h50min - Início da execução da massa (Misturar as batatas com a farinha, dentro da panela, sobre o fogo)
14h20min - Ajuda do noivo na mistura da massa
14h30min - Término da ajuda do noivo na mistura da massa
(Ligação para minha mãe para ver qual era o ponto da massa - participação especial da vizinha da minha mãe, que ajudou no processo de orientação)
15h00min - Término da execução da massa (e da força do meu braço direito)
(Ligação para minha mãe para saber com quê untar a mão para enrolar as coxinhas, se com óleo ou manteiga)
15h10min - Início do enrolamento das coxinhas (que grudam na mão, mesmo que elas estejam ensebadas de óleo para, teoricamente, não grudar), execução da milanesa (ao mesmo tempo)
16h00min - Término da execução das coxinhas.
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E ao final de 5 longas horas de trabalho, suor e perseverança:


Nesse momento você ai, do outro lado da tela, pensa: "Nossa, já comeu a outra metade toda? porque depois desse tempo todo você deve ter feito umas 50 coxinhas e vai passar o mês todo comendo até enjoar né?"

E eu aqui, desse lado respondo: "Não! Dessas 5 horas de trabalho eu tirei 12 coxinhas médias! Que foram embora em dois dias. E isso porque eu economizei!"

Sem pestanejar eu peguei o telefone e liguei pra minha mãe:

Mãe: Oi Li, e ai?
Eu: PORQUE VOCÊ NÃO ME AVISOU QUE DAVA TANTO TRABALHO????????????

terça-feira, 1 de maio de 2012

Sobre não gostar de gente

Dai que eu resolvi fazer uma (ou um... nem sei qual é o genero dessa palavra, que não é palavra e sim uma sigla, vou adotar "uma". Se alguém sou ber o certo, por favor me fale) MBA. Pelo menos dizem que é isso. Mas pode ser uma especialização. Também não me incomodo.

É, porque eu não aguento mais ficar sem assitir aula e fazer prova. Minha vida toda eu fiz isso, ano após ano, curso após curso. E de repente, to aqui, só indo à praia ou à piscina (porque agora no condomínio do ap novo tem piscina), comendo tapioca e cuzcuz e jogando tênis. Assim não têm condições. Ah sim, trabalhando também (em um emprego que meu chefe lembra de mim umas duas vezes por mês, quando muito).

Fui lá. Peguei o carnê que mais parece um carnê de financiamento de carro (já que ele é grosso, com 24 folhinhas com quase meio milhar de reais pra eu pagar) e comecei a assistir as aulas.

E é lógico que não poderia ser diferente: Trabalho em grupo. Gente que eu não conheço e o pior, gente que trabalha comigo. Porque eu gosto de fazer as coisas do meu jeito e não é porque eu seja chata ou implicante, mas é que eu sei que do meu jeito funciona. Sempre funcionou.

Nove pessoas no grupo. O trabalho era gigante, mas se todo mundo trabalhasse, ia dar tudo certo. Percebi que se eu não começasse a dividir os serviços, ninguém ia fazer nada. Email pra lá e pra cá com o trabalho dividido e rezando pra cada um fazer a sua parte. Mas é lógico que isso não aconteceu. É lógico que só eu fiz as coisas que eram pra ser feitas. Fiquei só olhando o tempo passar e esperando alguém começar a reclamar de que não ia dar tempo de  fazer tudo.

É lógico que não dá tempo de fazer se você não parar e não sentar a sua bunda gorda na cadeira e começar a fazer. Que raiva que eu sinto quando tem gente se se acha muito esperto e quer fazer os outros de idiota. Engenheira Sapata é a primeira a reclamar que tava com muita coisa pra fazer, marcamos reunião de grupo e eu já sai falando: "Tem três semanas que eu to fazendo a minha parte, você já começou a fazer a sua?". Estratégia funcionou beleza, ninguém tentou sequer me passar mais nada pra fazer (e se tentasse ia ficar sem a cabeça, porque eu ia arrancá-la).

O tempo foi passando e chegou a hora de apresentar o trabalho. Lógico que os mais folgados deixaram pra lá e quem tinha interesse mesmo foi atrás. Trabalho terminado e apresentado. E eu me fiz uma promessa: "Não faço mais trabalho com a engª Sapata e nem com o folgado do irmão dela" (que nem se deu ao trabalho de aparecer na apresentação). Porque eu não quero me estressar. E decidi que vou falar isso diretamente pra quem me perguntar, principalmente se forem os dois. Porque não tem nada melhor na vida do que você falar exatamente o que você tem que falar pra quem tem que ouvir. Assim não tem leva e traz e as frases não mudam de tamanho. A frase é exatamente do tamanho que ela tem que ser.

Junto com a saudade das aulas eu acabei esquecendo o que vinha junto: Gente.

E lidar com gente é uma desgraça. É uma merda! E eu odeio gente. Porque eu não sou psicologa pra ficar tratando de problemas dos outros. Porque eu não sou burro de carga pra ficar carregando ninguém nas costas e principalmente porque eu não sou idiota pra deixar os outros ficarem se achando muito espertos.

E lembrando da frase de um velho amigo: "Mal de malandro é achar que todo mundo é mané".

Será que tem algum curso por ai que eu possa formar uma turma de um aluno só? Porque, eu juro, tem horas eu me basto!

#malhumorada

Sob o sol da Chapada

Pois é, eu sobrevivi. Mas quase que eu morro! Cheguei a ver a luz no fim do túnel... aliás, eu vi o túnel, essa foi a minha salvação, porque lá tinha sombra.
Dai que eu e o noivo resolvemos ir pra Chapada Diamantina fazer trilhas para ver cachoeiras. Porque afinal, agora eu sou uma pessoa Adventure (depois de voar de asa delta da pedra da Gávea, mas isso eu conto outro dia).
Véspera de feriado, busão semi-leito lotado, 23h.
Começou o deslocamento de Deus me Livre para onde Judas perdeu as botas. Calorzão do nordeste, eu de calça fina e regata. Ar condicionado do ônibus a 28ºC abaixo de zero. Frio. Congelando. E assim foi a noite toda. Eu me batendo de frio e o rezando pra que aquelas 9 horas passarem um pouco mais rápido, tipo em umas 3 horas.
Escurece, clareia e enfim chegamos. Eu, já com aquelas mini-estalactites de gelo penduradas na ponta do nariz, fiquei incontavelmente feliz quando pude descer do ônibus e sentir os raios de sol no meu couro congelado.
Pousada, troca de roupa, trilha. Sem café da manhã nem nada. Ainda bem que eu tinha feito um pão recheado e tinha levado.
Sol. Muito sol. Fogo que caia do céu na minha cabeça. Quarenta minutos de trilha no meio de um mato que não servia pra fazer sombra. O povo no meio do caminho fazendo a mesma pergunta um pro outro: "Será que vai valer a pena essa caminhada toda?". Mas como era a primeira trilha, a gente tinha acabado de chegar, estava todo mundo otimista. Cachoeira do mosquito. Deve ser linda. O Puma, nosso suposto guia(que mais tarde descobriríamos que era guia mas que não era o nosso, porque estava de férias...e então resolveu descansar no lugar onde ele sempre trabalha... vai entender, né...), dizia que era maravilhosa.
Sobe barranco, desce barranco. Cuidado! Tem pedra solta no caminho. Agarra nos troncos das árvores, vai ser arrastando. Pedriscos entre a meia o tênis. Sede. Água quente na mochila. Era o que tínhamos.
De repente, um barulho de água e uns gritos. Os primeiros da fila chegaram na cachoeira! Graças ao bom Deus, porque eu achei que num ia conseguir chegar.
Cachoeira do mosquito. Tá, mas..., cadê a água? Parede de pedra, alta, uma quedinha de água sem vergonha que não fazia em uma poça razoável embaixo pra pessoa poder submergir o corpo suado e cansado da caminhada.
Podia muito bem ter visto a imagem por foto mesmo.
Nem precisava ter andado tanto debaixo do sol de 557º pra admirar a beleza da quedinha de água.
Nuca molhada, pés lavados, segue a caminhada de volta.
Sol subindo a temperatura pra 792º, porque já era mais de tarde, sol dos trópicos. O caminho parece que ficou maior. Quem foi que esticou isso aqui?
A cara já tava parecendo um tomate. Trinta e duas camadas de protetor solar. Água que já não tava mais quente, mas sim entrando em estado gasoso. Noivo incentivando "Go! Go! Go!". Ir pra onde, meu amigo? Daqui, acho que só consigo mesmo é ir para o além!
Parada debaixo de uma árvore ralinha. O ar que não chegava até o pulmão. O suor que já estava ficando grosso porque no corpo não tinha mais água. Os oásis que começavam a aparecer nas minhas alucinações, feito desenho animado.
O bom era saber que eu não morreria ali, jogada, sozinha, porque haviam outros seres brancos e sedentários que estavam a beira da morte feito eu. E começaram os comentários: "Amanhã eu não vou não..." e conforme a caminhada prosseguia as frases começavam a ficar mais agressivas: "Mas num vou mesmo amanhã!"... "Que? Amanhã? Nem a pau!!"... "Amanhã? Quanto tempo???? Ce tá louco!!! Num vou não"......  "AMANHÃÃÃ???? Não mesmo!!!! Quero ver quem me arrasta!!!!"
Enfim, depois de passar pelo limbo, consegui chegar ao céu. O final da trilha era um restaurante, onde estava esperando por nós, sobreviventes, um almoço do tipo feito em casa, com macarrão, arroz, feijão, salada de legumes, salada de folhas, frango ao molho, bife acebolado, suco de manga e goiaba e um sofa para sentarmos. Juro que achei que era uma das minhas alucinações, mas graças à Deus não era.
Sentei, comi, olhei pro noivo e falei: "Amanhã não vai ter condições. Eu vou morrer lá".
O bom do noivo é que ele leva tudo na esportiva e estava mesmo querendo ir no dia seguinte, mesmo que isso custasse minha vida. Afinal, a gente estava ali era pra ser Adventure né.
Voltamos pra pousada. Agradeci muito à Deus pelo resto de fôlego que ainda me restava, deitei na rede e de lá só me levantei pra ir pra cama, dormir.
E então, eis que chega o amanhã. E sabe o que era pra fazer no amanhã?
Trilha de TRÊS HORAS para a ver a cachoeira do sossego. Sei... Sossego... Ce vai? Porque EU NUM VOU NEM FODENDO!!! E pra quem for, que tenha uma boa morte! Obrigado!

Cachoeira do Mosquito - Chapada Diamantina/BA
E agora que você já viu a foto que eu tirei, não precisa mais ir até lá.


sábado, 17 de março de 2012

Sobre o primeiro livro aos 31 anos

Dai que depois de 31 anos, 8 meses e 16 dias do início da minha existência, eu comprei o meu primeiro livro. É, pode ficar desacreditado, chocado, indignado. Eu não ligo. Eu nunca escondi que não gosto de ler e que meu negócio era mesmo comer Ruflles sabor churrasco sentada na frente da TV. Giboiando. Se me pedissem pra fazer algumas continhas (qualquer integralzinha básica, ou até mesmo calcular uma viga) eu faria com o maior prazer, mas se me pedissem pra ler alguma coisa eu ficava, instantaneamente, de mal humor.


Eis que um belo dia estava eu andando, inocentemente, com o noivo no shopping e de repente entramos na livraria. Porque o noivo encasquetou com um livro sobre a fuga da monarquia portuguesa para o Brasil (acho que o nome do livro é “1808”), que ele viu com uma colega de trabalho. E quis comprar.

E sabe, apesar de eu não gostar de ler livros, eu adoro entrar em livrarias. Quando fazia Cursinho da Poli (lá no século passado – 1999), eu e meus amigos íamos até a Fnac de Pinheiros e ficávamos lá por horas e horas (boas lembranças). Eu gostava de ficar lendo os resumos dos livros, nas capas e contracapas, mas nunca tive vontade (nem dinheiro na época) de comprar algum deles.

Dai que o noivo foi procurar o tal do livro e eu fiquei ali dando a minha olhadela geral. De repente lembrei de uma conversa sobre “O mal estar na civilização”, que havia tido com um grande amigo há algum tempo e fui lá na seção de psicologia. Procurando Freud!

E tinha tanto livro que eu cheguei a cogitar desistir de tentar procurar, mas a curiosidade foi maior. Achei livros grossos com as obras de Freud (impossíveis de serem compreendidas pela parte mínima do meu cérebro que não funciona fazendo contas) e é lógico que eu nem pensei em compra-los. E lá no meio deles tinha um livrinho fininho, verdinho e pequenininho: Freud Vida & Obra, de Carlos Estevam. PERFEITO! Tudo que alguém que não gosta de ler poderia querer. Abri o livro e comecei a ler a primeira página. E não é que eu tava entendendo? Dai comecei a ler mais e mais e fiquei presa.

O noivo, a essas alturas, já estava tomando café no Frans que ficava no mezanino da livraria e lendo sobre a rainha louca. Subi também e continuei a ler sobre as ideias de Freud, que estavam explicadas de forma tão compreensível. Pedi um chocolate (que eu achei péssimo e caro) e ficamos ali por quase uma hora.

Hora de ir embora. Não resisti e comprei o livro. E foi o melhor que eu poderia ter comprado. Protestando e discordando da afirmação da Renata, que disse que eu, mesmo depois de tanto tempo pra comprar um livro, comecei comprando o mais chato deles!

O livro é ótimo e Freud então, nem se fala!



Tudo bem que depois eu vi um livro do seriado The big bang theory e comprei também. Afinal, não podia sair da livraria me sentindo assim, tão cult, de uma hora pra outra né. E viva os nerds!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sobre lavar meias


Dai que quem está acompanhando esse blog há um certo tempo, já sabe que eu estudei na Unicamp. Pra atualizar os novatos, sou de São Paulo e de repente, fui parar em Campinas.
E eu classificava assim:

Campinas =  Interior de SP
Unicamp = Faculdade no meio do mato

E então cheguei lá e tinha uma terra vermelha por toda a parte. E eu não tinha carro. E era um calor do cão (mal sabia eu que, hoje, eu estaria num lugar que faz o calor de campinas parecer inverno).

Primeira vez morando fora de casa, precisei começar a tomar conta das minhas coisas. Não que eu não fizesse nada enquanto morava com mamãe, porque mamãe era linha dura. Tinha que ajudar a limpar a casa, tinha que fazer comida. E graças à Deus ela foi assim. Porque se não eu ia morrer de fome (Porque fome é uma coisa que eu tenho muita e sempre. Amiga Renata que o diga).

Problema: Preciso lavar roupa. Não tinha máquina de lavar roupas na minha casa (morava com mais três meninas). Lavar tudo na mão? Nem pensar! Levar tudo toda vez pra mamãe lavar em São Paulo e ter que ficar carregando malas pesadas todos os finais de semana de rodoviária pra rodofiária? Nem pensar! Tanto porque, depois de um tempo, eu já não ia todo final de semana pra sp. Enchia o saco e eu gostava de ficar lá em Campinas em paz e sozinha.

Bom, por telepatia eu não conseguia mandar e nem limpar as roupas, então tive que dividir as coisas. Calça jeans e roupa de frio, levo pra sp. Meias e camisetas, lavo na mão.

Era o primeiro semestre. As matérias bombando e cálculo I me engolindo. A professora de cálculo falava e eu sentia minha alma saindo do meu corpo, indo pra qualquer outro lugar, bem longe daquela sala. A prova chegando, o tempo voando, o livro (parecendo ser) escrito em grego... meu cérebro atrofiando.

Quando chegava em casa a noite (por volta das 19h), eu estava acabada. Num conseguia mais pensar em nada, tinha uma incrível vontade de ficar olhando pra um ponto fixo e me colocar em off. Era então quando eu ia lavar minhas meias. Todas elas, sempre encardidas da terra vermelha da Unicamp, e era o momento mais tranquilo do meu dia. E para isso eu escutava Maria Monte.

Eis a trilha sonora para a mais tranquila/relaxante/dançante lavagem de meias.

E que MM não tenha desgosto de ser trilha sonora de momentos com meias encardidas, porque eram os melhores, e que eu revivo, com muita nostalgia, até hoje!!!

Na Estrada



Tchururu! Tchu, Tchu, Tchu!


Uau! Uau! Uau! Uau!...(4x)


Lalalalalá! Lalalalalá!


Lalalalalá! Lalalalalá!


Lalalalá!...


Ela vai voltar, vai chegar


E se demorar, i'll wait for you


Ela vem, e ninguém mais bela


Baby, i wanna be yours tonight...


Sem botão, no tempo


No topo, no chão


Em cada escada


A caminhada


A pé


De caminhão...


Seu horário nunca é cedo


Aonde estou?


E quando escondo


A minha olheira


É pra colher amor...


Sala, sem ela, tem janela


Inclino, em cerca de atenção


Ela vem, e ninguém


Mas ela vem


Em minha direção


Sala, sem ela tem


Janela inclino


Em cerca de atenção


Ela vem, e ninguém


Mais bela vem


Em minha direção...

Sem botão, no tempo


No topo, no chão


Em cada escada


A caminhada


De caminhão...

Seu horário nunca é cedo


Aonde estou?


E quando escondo


A minha olheira


É pra colher amor...


Sala, sem ela, tem janela


Inclino, em cerca de atenção


Ela vem, e ninguém


Mas ela vem


Em minha direção


Sala, sem ela tem


Janela inclino


Em cerca de atenção


Ela vem, e ninguém


Mais bela vem


Em minha direção...

Lalalalalá! Lalalalalá!


Lalalalalá! Lalalalalá!


Lalalalalá!...


Oh! Oh! Oh! Oh


Tonight, Tonight...(4x)


Tchururu! Tchu, Tchu, Tchu!


Uau! Uau! Uau! Uau!...(4x)

E hoje a classificação muda:
Campinas = Saudades
Unicamp = Minha Vida
 
 
 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sobre o RETORNO DE SATURNO


Tudo bem que eu só vi a tradução da música agora. Aliás, na época que escutei a música pela primeira vez eu também tinha visto, mas já não lembrava mais. Talvez hoje a letra faça mais sentido (já que eu estou crescidinha e minha cabeça já pensa melhor).

Ela me faz voltar no tempo e lembrar de uma época decisiva na minha vida: O RETORNO DE SATURNO.

Pra quem não entende dessas coisas "mago-astrológicas" (e diferente da maioria das minhas amigas, eu também não entendo, juro!), procure no google (assim como eu fiz). Descobri esse negócio por um simples comentário de uma amiga (que eu já não tenho certeza de quem foi), mas que caiu perfeitamente nos acontecimentos da ópoca.

Sei que é por volta dos 28 anos e sei que revira a sua vida do avesso. Te faz repensar na sua existência (que não deve mais ter acento, segundo a nova ortografia, mas que eu, ainda assim, teimo em colocar), te faz rever seus conceitos e toda a sua trajetória. Te faz entender o sentido da sua vida e te dá coragem pra correr atrás do que você quer (mesmo não entendendo porque perdeu tanto tempo não indo em busca disso). E mesmo que você não consiga aquilo que você buscou e correu atrás com todas as suas forças e seu coração, você jamais será o mesmo.

Eis minha trilha sonora e bom Retorno de Saturno à todos!!!

Everything You Want



Somewhere there's speaking
It's already coming in
Oh and it's rising at the back of your mind
You never could get it
Unless you were fed it
Now you're here and you don't know why

But under skinned knees and the skid marks
Past the places where you used to learn
You howl and listen
Listen and wait for the
Echoes of angels who won't return



He's everything you want
He's everything you need
He's everything inside of you
That you wish you could be
He says all the right things
At exactly the right time
But he means nothing to you
And you don't know why



You're waiting for someone
To put you together
You're waiting for someone to push you away
There's always another wound to discover
There's always something more you wish he'd say
 
He's everything you want
He's everything you need
He's everything inside of you
That you wish you could be
He says all the right things
At exactly the right time
But he means nothing to you
And you don't know why
 
But you'll just sit tight
And watch it unwind
It's only what you're asking for
And you'll be just fine
With all of your time
It's only what you're waiting for
 
Out of the islandand into the highway
Past the places where you might have turned
You never did notice
But you still hide away
The anger of angels who won't return



I am everything you wantI am everything you need
I am everything inside of you
That you wish you could be
I say all the right things
At exactly the right time
But I mean nothing to you and I don't know why
And I don't know why
Why
I don't know



TRADUÇÃO

Tudo Que Você Quer



Em algum lugar há falatório,
E já está chegando
E está se elevando no fundo de sua mente
Você só entendia isso quando
Era alimentado com isto
Agora você está aqui e não sabe o porquê


Mas, embaixo do joelho ralado e das marcas dos escorregões
Atrás dos lugares onde você aprendia
Você uiva e ouve
Ouve, e espera pelos ecos dos
Anjos que não voltarão


Ele é tudo que você quer
Ele é tudo que você precisa
Ele é tudo dentro de você
Que você queria ser
Diz todas as coisas certas
No momento exato
Mas ele não lhe significa nada
E você não sabe porque



Você está esperando por alguém
Que lhe conserte
Você está esperando por alguém que lhe rejeite
Há sempre outra ferida a ser descoberta
Há sempre outra coisa, que você gostaria que ele falasse


Ele é tudo que você quer
Ele é tudo que você precisa
Ele é tudo dentro de você
Que você queria ser
Diz todas as coisas certas
No momento exato
Mas ele não lhe significa nada
E você não sabe porque



Mas você apenas sentará quieta
E esperará ele se acalmar
É só o que você está pedindo
E você vai ficar bem
Com todo o tempo que precisar
É só o que você está esperando


Fora da ilha
Dentro da rodovia
Passando por lugares em que poderia ter virado
Você nunca notou
Mas você ainda se esconde
A fúria dos anjos que não mais retornarão



Eu sou tudo que você quer
Eu sou tudo que precisa
Eu sou tudo dentro de você
Que você queria ser
Eu digo as coisas certas
No momento exato
Mas eu não lhe significo nada e não sei porque
E eu não sei porque
Por que
Eu não sei

segunda-feira, 5 de março de 2012

120... 150... 200 Km por hora



Dai que ontem eu tive um surto compulsivo e gastei R$ 110,00 em CD's e DVD's.

Tudo bem que a maioria das pessoas já deve ter feito isso, mas considerando a minha desatenção com música (e clara preferencia pela TV), pra mim, foi a primeira vez.

Confesso que os preços estavam agradáveis, uma vez que eu comprei o DVD da minha vida (Fever Disco 70') por R$ 9,99.

Mas o que eu quero mesmo é falar de Roberto Carlos. Eu não sou uma fã desesperada e descontrolada que passaria 3 dias em um navio, com ele, em alto mar. Não! Nem acho a voz dele tudo aquilo, nem acho ele tudo aquilo de Rei e tal. Mas gosto das músicas. Não todas! Só as mais famosas. Mas, mesmo assim, sempre tive vontade de assistir ao "Elas cantam Roberto", não necessariamente por conta dele mas sim por causa das cantoras que eu gosto, que estavam lá, cantando Roberto. Entre elas Ana Carolina (que pra mim não há melhor) e a Sandy (... tá, podem criticar a vontade, mas eu gosto da voz dela e dela, desde a época da Mariquinha).

O que eu não esperava era ver Marilia Pera cantando. Sou muito nova e não sei muito da vida de alguns artistas mais velhos. E ontem eu realmente acreditei que existem artistas que são muito mais do que a porcaria da Globo mostra.

Foi a melhor representação de desespero/angústia/tristeza/loucura que eu já vi (e vivi) em uma música. Marilia Pera conseguiu transformar palavras e sons em profunda emoção e atirou feito uma flecha no meu coração.

Foi perfeito! E Roberto Carlos não faria melhor!

E essa é a música do dia.

120... 150... 200 Km por hora

As coisas estão passando mais depressa



O ponteiro marca 120


O tempo diminui


As árvores passam como vultos


A vida passa, o tempo passa


Estou a 130


As imagens se confundem


Estou fugindo de mim mesmo


Fugindo do passado, do meu mundo assombrado


De tristeza, de incerteza


Estou a 140


Fugindo de você


Eu vou voando pela vida sem querer chegar


Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar


Vivo, fugindo, sem destino algum


Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum


O ponteiro marca 150



Tudo passa ainda mais depressa


O amor, a felicidade


O vento afasta uma lágrima


Que começa a rolar no meu rosto


Estou a 160


Vou acender os faróis, já é noite


Agora são as luzes que passam por mim


Sinto um vazio imenso


Estou só na escuridão


A 180


Estou fugindo de você


Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar



Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar


Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim


Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim


O ponteiro agora marca 190



Por um momento tive a sensação


De ver você a meu lado


O banco está vazio


Estou só a 200 por hora


Vou parar de pensar em você


Pra prestar atenção na estrada


Vou sem saber pra onde nem quando vou parar



Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar


Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim


Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim


Eu vou, vou voando pela vida


Sem querer chegar

E pra quem não acredita... eis a prova:

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sobre Minhas Músicas


É certo que meu forte nunca foi música. Sempre preferi a TV. Sempre cheguei em casa e liguei a tv mesmo antes de acender a luz da sala.

A TV me faz companhia, é como se houvesse movimento dentro de casa. Nunca tive rádio, mas sempre tive TV.

Mas meus sentimentos têm trilha sonora. As vezes eu acordo mais rock&roll, as vezes eu acordo mais MPB e as vezes eu simplesmente não acordo. Lembrando sempre que eu JAMAIS acordo sertaneja/funkeira/pagodeira/bregueira/forrozeira ou similares (como diria minha queria "mestra" Maria Cecilia "Prefiro uma boa morte a isso").

Dai que eu tava aqui, trabalhando, e não parava de cantarolar uma música da Ana Carolina. Então pensei que eu vou vir aqui no blog e colocar a "música do dia".

Num é nenhum desafio de nada, nem uma corrente, nem uma brincadeira, nem tem quantidade de dias certos... é só uma vontade de colocar aqui a minha música do dia. A que eu tiver com mais vontade de ouvir.

To meio viadinha, né? É, sou viadinha mesmo!

E lá vai a música de hoje:



O AVESSO DOS PONTEIROS
(Ana Carolina canta, não sei quem escreveu. O importante é ser cantada por ela)

Sempre chega a hora da solidão



Sempre chega a hora de arrumar o armário


Sempre chega a hora do poeta a plêiade


Sempre chega a hora em que o camelo tem sede






O tempo passa e engraxa a gastura do sapato


Na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato


Pessoas passam por mim pra pegar o metrô


Confundo a vida ser um longa-metragem


O diretor segue seu destino de cortar as cenas


E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos


E já não vai mais ao cinema






Tudo passa e eu ainda ando pensando em você


Tudo passa e eu ainda ando pensando em você






Penso quando você partiu


Assim... sem olhar pra trás


Como um navio que vai ao longe


E já nem se lembra do cais


Os carros na minha frente vão indo


E eu nunca sei pra onde


Será que é lá que você se esconde?






Tudo passa e eu ainda ando pensando em você


Tudo passa e eu ainda ando pensando em você






A idade aponta na falha dos cabelos


Outro mês aponta na folha do calendário


As senhoras vão trocando o vestuário


As meninas viram a página do diário






O tempo faz tudo valer a pena


E nem o erro é desperdício


Tudo cresce e o início


Deixa de ser início


E vai chegando ao meio


Aí começo a pensar que nada tem fim...

 
Gosto particularmente da última estrofe da música que fala sobre o tempo fazer tudo valer a pena e sobre os erros não serem desperdício.
 
Sempre achei que a vida deveria funcionar mesmo desse jeito. E que as pessoas deveriam se permitir viver mais, porque tem muita gente que não se permite por medo de errar. Depois o tempo passa e você olha pra trás e percebe que aprendeu muita coisa, que viveu muita coisa, que sentiu muita coisa, que conheceu muita gente, que teve muitos amores, que teve muitos desamores (porque não?), que você aproveitou o intervalo entre o nascimento e morte. Percebe que você realmente viveu! E pra isso não tem idade... não se pode VIVER só com vinte e poucos anos, podemos viver durante toda a nossa vida!
 
"E ai começo a pensar que nada tem fim..."
 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sobre Velas e Fogos de artifício

Vasculhando coisas na net, achei o blog da garrafinha... Comecei a ler e gostei do exposto!

Em especial, um post sobre diferença entre pessoas... segue o link (que foi colado ai sem a permissão da autora, porque não consegui falar com ela. Mas algo me diz que ela não vai se incomodar...)

http://www.pordentrodagarrafinha.blogspot.com/2011/06/velas-x-fogos-de-artificio.html

bjissimossssssssssssss e bom divertimento.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sobre a eterna "Magia"



Do dicionário:
ma.gi.a
sf (gr mageía) 1 Religião dos magos. 2 Ciência e arte em que se pretende empregar conscientemente poderes invisíveis para obter efeitos visíveis. 3 Sensação ou sentimento que se compara aos efeitos da magia. 4 Conjunto de práticas ocultas, por meio das quais (sobretudo nas sociedades primitivas) se pretende atuar sobre a natureza. 5 Encanto que exercem nos sentidos, ou no espírito, as belas-artes, a poesia, as paixões; fascinação. 6 Prestígio.

Da Amiga:
"Magia é olhar nos olhos de alguém e saber que mesmo que mais nada aconteça, já basta essa pessoa simplesmente estar por perto..."

Eu prefiro a definição da Amiga!

Tenham uma semana "Mágica"! Eu terei a minha!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sobre olhar de cima

É, pra quem não sabe, a vida é muito complexa. E com isso não estou querendo dizer que é chata ou é difícil não. Estou querendo dizer exatamente o que eu disse: A vida é complexa.

Tem gente que gosta de focar em um único caminho e seguir ali até que um dia que a estrada acaba ou até que um dia a própria pessoa acaba (funesto...)

Tem gente que já gosta de sair virando aqui e ali sem pensar muito onde o caminho pode levar, se importando realmente apenas com o percurso.

Tem gente que gosta de pensar. Em cada cruzamento, em cada bifurcação, em cada entradinha que aparece na estrada da vida, a pessoa para e fica ali, em dúvida, pensando o que vai fazer. Até que passa uma multidão e carrega a pessoa junto pra um caminho que ela nem chegou a escolher ou até que passa um caminhão e passa por cima dela (funesto de novo...).

Tem gente que gosta de seguir com a galera. Que não se importa muito com a decisão da própria vida, desde que tenha mais gente decidindo a mesma coisa. Passou uma galera o nego vai junto.

Tem gente que gosta de seguir escondido. Longe de todo mundo. Contra o fluxo. Vai se escondendo na beira da estrada, entre uma árvore e outra, entre uma pedra e outra (...e no meio do caminho tinha uma pedra...), entre uma duna e outra. O importante é não ter ninguém por perto pra não encher o saco.

E tem gente que prefere olhar os caminhos de cima pra ver (até onde é possível) onde tudo aquilo vai dar. E a partir do que consegue enxergar toma as suas decisões, tentando traçar planos: Das melhores rotas e também das possíveis rotas de fuga, caso alguma coisa dê errada.

Eu, particularmente, acho que sou do último tipo. Porque olhar tudo de cima dá a noção do tamanho das possibilidades, do trânsito das pessoas e dos esconderijos que estão no meio do caminho. Andar por ai sem ter noção do todo é mais complicado. Andar sem ter um plano A e um plano B (caso o A dê errado) não me deixa muito confortável.

E fora a emoção de estar no alto e poder ver tudo.

E como faz para ver tudo do alto? É muito simples: SOBE NUM ANDAIME!!! Eu já subi no meu!!!


 
Mas num esquece de botar o cinto de segurança!!! ;-)